domingo, 2 de novembro de 2008

Crime - Soluções

"Para algum dia atingir um estado mais pacífico, o primeiro passo a ser tomado é se informar – para que possamos opinar, decidir, mudar." [Amanda]

"Para o aqui e para o agora, portanto, vale que é muito melhor ensinar a pescar que esperar que roubem o peixe." [Simon Fan]

"Fica claro que o problema da violência no Brasil não será solucionado com a adoção da pena de morte." [Gabrise Nakano Fiordelisio]

Página de debates:
+Pena de morte soluciona o crime? [3 opiniões]
+Educação soluciona o crime? [3 opiniões]

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Crime - Causas

"A questão da criminalidade tem suas raízes fincadas na miséria e fechar os olhos a isso seria um imenso erro." [Simon Fan]

Página de debates:
+Desigualdade social causa crime? [2 opiniões]
+Deficiência moral é a principal causa do crime? [1 opinião]
+A sensação de impunidade e a corrupção do sistema criminal são causas da criminalidade? [1 opinião]

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Qual o valor do voto?

"A política se tornou, literalmente, um jogo de azar." [Simon Fan]
"Mas, num país cuja política é motivo de piada, fica difícil ver o voto como um direito e não uma obrigação." [Júlia Kono]
"Votar é decidir o futuro do país e mostrar suas expectativas para ele." [Natasha Rosset]
"Eu vejo o voto como um espelho." [Fábio Gonçalves Rizzi]


Link relacionado: (artigo)
"Pouco mais de 3% dos eleitores brasileiros concluíram ensino superior" [Folha Online]

Para algum dia atingir um estado mais pacífico, o primeiro passo a ser tomado é se informar – para que possamos opinar, decidir, mudar.

"A criminalidade sempre existiu e provavelmente sempre vai existir. É um fenômeno quase inerente à sociedade, mas isso não significa que nada se possa fazer contra ela. Para que possamos viver de forma civilizada, foram criadas certas regras básicas – as leis. E são exatamente essas leis, na minha opinião, que dão fim ao crime.

Leis severas, que realmente punam o criminoso, costumam impedir que ele volte a cometer outros crimes. Isso além de fazer com que potenciais bandidos pensem duas vezes antes de praticarem qualquer atrocidade, pois ela implicaria em alguma terrível penalização.

Acredito que infrações graves e meliantes reincidentes devem receber duras penas. Que regalias da cadeia devem acabar de vez. E que tabus, como o aborto e a pena de morte, devem ser legalizados. O aborto pois crianças que não são queridas nem por seus pais tem maiores chances de serem introduzidas ao mundo do crime. E a pena de morte pois certos criminosos provam que não tem chances de se redimirem (como os que praticam vários homicídios) e são um constante perigo para a sociedade.

Desse polêmico ponto muitas pessoas discordam por considerarem que o homem não pode decidir acabar com a vida de um ser humano. Mas o que é um homem? Apenas um ser cuja forma física se encaixa nos padrões da espécie? Os homens se dizem tão especiais por terem um cérebro mais avançado, o que leva a maior desenvolvimento da consciência, da moral – podendo, então, entender o conceito de certo e errado, e conseguindo seguir regras “complexas” (como as leis). Um homem que não apresenta tal desenvolvimento psicológico é chamado desumano. Alguém que mata, estupra, tortura, não tem noções de moral. Ou pelo menos não a respeita. Deve este ser desumano ter os mesmos direitos que os humanos?

Nem a Bíblia é assim tão misericordiosa. O Velho Testamente já dizia “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem” (Gênesis 9:6).

É claro que não se pode estabelecer a pena de morte como punição para qualquer delito. Os crimes devem ser sempre bem investigados, e as penas proporcionais ao perigo que o delinqüente representa à população.

Também é preciso que se melhore o sistema educacional do Brasil. E eu, que vivo em um ambiente onde a cultura é muito valorizada, acredito no poder que ela pode ter sobre as pessoas, principalmente crianças. Quem dedica sua vida à dança, à poesia deixa de valorizar tanto coisas materiais e o dinheiro e passa a ter menos chances de entrar em uma vida de assaltos. Além disso, a arte é muito bela e fazê-la requer uma dedicação que leva as pessoas para longe da agressividade dos crimes.

As pessoas devem poder escolher, por exemplo, entre assistir aulas, aprender a tocar um instrumente ou ficarem no ócio – que sem dúvida é a oficina do diabo. E crianças ocupadas e interessadas são menos suscetíveis às influencias de bandidos.

A criminalidade não é algo que se resolva da noite para o dia, com certeza. O Brasil precisa ainda de anos e anos para reescrever suas leis, educar uma sociedade de modo a torná-la apta a escolher políticos honestos e inteligentes e capaz de tomar decisões por si própria – não acreditando em tudo que a mídia diz. Para algum dia atingir um estado mais pacífico, o primeiro passo a ser tomado é se informar – para que possamos opinar, decidir, mudar."


[Amanda]

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

"Para o aqui e para o agora, portanto, vale que é muito melhor ensinar a pescar que esperar que roubem o peixe."

"O maior erro no combate ao crime no Brasil é a abordagem incorreta do problema. Há investimentos significativos na segurança urbana e em programas sociais em detrimento do setor da educação – área em que o Brasil sempre se mostrou debilitado, do que resulta a pobreza generalizada e, logo, o crime.

O crime é um problema de caráter daninho e não é possível resolvê-lo simplesmente podando suas ramificações com investimentos em policiais. A mesma ineficácia aplica-se às políticas sociais de gênero paliativo (bolsas-esmola, aumento do salário mínimo, etc.) no combate à miséria. São medidas de curto prazo aplicadas a um problema crônico e muito bem enraizado que resolvem a questão somente em caráter temporário.

Talvez porque se vive numa sociedade cujos valores baseiam-se na aparência e no imediato, o dinheiro aplicado em policiamento e programas sociais parece ser melhor utilizado. Afinal, é claro que ter mais viaturas de polícia nas ruas passa uma maior sensação de segurança, assim como dar dinheiro aos miseráveis aparenta ser uma atitude nobre e caridosa. A realidade, entretanto, é outra.

As medidas que valorizamos são incapazes de solucionar o crime simplesmente porque elas não foram feitas para tanto. É como navegar num barco cheio de furos e querer tapá-los com rolhas a fim de se poder afirmar que está tudo em ótimas condições. Mas todos sabemos que, mais cedo ou mais tarde, o barco afunda. Da mesma maneira que as rolhas do barco furado, os policiais nas ruas e o dinheiro dado as classes mais pobres funcionam muito mais como conforto pessoal e ilusão de bem-estar para uma sociedade aterrorizada pelo crime que como solução efetiva para a questão. Ao alegar que investimentos em tais propostas realmente solucionam a criminalidade estamos meramente externalizando nossa necessidade de fantasiar - ou mesmo ignorar - a realidade dramática pela qual passa o país.

Mais que nunca, se faz necessário que o brasileiro entenda que a origem do problema em questão se situa na incapacidade da maioria da população de se auto-sustentar. É essencial que seja quebrado o ciclo de perpetuação da miséria que recorre há décadas, séculos no Brasil. E a melhor - talvez a única - maneira de se fazer isso é investir na educação, uma vez que, só com estudo, cada indivíduo cria para si chances de gerar renda própria suficiente para manter uma vida digna, tornando a prática do crime desnecessária.

Porém, assim como no barco furado é mais trabalhoso pular na água e nadar até o continente, esses investimentos em educação exigem muito mais esforço que simplesmente fingir que está tudo certo. Mas até que descubram a fórmula mágica do sucesso, precisamos nos contentar com uma solução, complicada, mas ainda uma solução. Para o aqui e para o agora, portanto, vale que é muito melhor ensinar a pescar que esperar que roubem o peixe."


[Simon Fan]

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Deficiência moral é causa principal do crime?

Para opinar, favor escrever seu texto na parte de comentários logo abaixo.

Jessica Thie Kato disse:
É claro que contribui para o crime, mas devemos pensar principalmente na causa da deficiência moral. Não acredito que uma pessoa já nasça com conceitos predefinidos do mundo. Isto é apresentado a ela através de sua educação familiar, social e acadêmica.

A sensação de impunidade e a corrupção do sistema criminal são causas da criminalidade?

Para opinar, favor escrever seu texto na parte de comentários logo abaixo.

Jessica Thie Kato disse:
A aparente impunidade e corrupção não são as únicas causas da criminalidade, mas têm sua parcela no problema. Todas as pessoas são corruptíveis, portanto a facilidade para cometer um ato ilícito só agrava uma situação já tendenciosa.

A educação é solução para o crime?

Para opinar, favor escrever seu texto na parte de comentários logo abaixo.

Pena de morte soluciona o crime?

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Desigualdade social causa crime?

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

"A questão da criminalidade tem suas raízes fincadas na miséria e fechar os olhos a isso seria um imenso erro."

Eu pessoalmente discordo do senso comum, o qual dita que a desigualdade social é a causa primordial do crime. É claro que o sentimento de injustiça social que prevalece entre os mais pobres é um forte estímulo à prática do crime, mas não se pode afirmar, sob ponto de vista algum, que seja a sua origem.

As altas taxas de criminalidade no Brasil são resultantes das condições de miséria às quais milhões de brasileiros são submetidos. Perguntariam então, “Ma
s não se acabou de dizer que a desigualdade social não é a origem do problema?”. Exato. Não é a diferença entre pobreza e fortuna que causa o crime, mas somente a miséria em si e por si só.

É evidente que um contexto de fome e pobreza gera um terreno mais que propício ao surgimento do crime. Afinal, quando as necessidades primárias de qualquer ser humano (eu, você, o seu vizinho, qualquer um) são ameaçadas, a moralidade tende a sumir. Quem se importa em ser politicamente correto e educado quando o desespero pede por comida e teto? Imagine a situação: duas pessoas estão famintas, coloca-se um pão entre elas. O que ocorre? “Não, por favor, você primeiro.” ou “Você parece estar com mais fome, coma o pão inteiro.”? Óbvio que, na imensa maioria dos casos, não.

É verdade que boa parte das pessoas nessas condições não se deixam corromper e mantêm seu caráter e honestidade, mas é também inegável que elas estejam muito mais propensas a cometer um crime que qualquer indivíduo com suas necessidades básicas (alimentação, moradia e dignidade) devidamente supridas.

Muitos diriam que “Trata-se de um problema moral” de parte da população, visto que há muita gente humilde, mas honesta. Concordo plenamente que a maior parte da camada mais pobre é constituída por pessoas de muito caráter, moral e respeito. Mas é no mínimo utópico demais esperar que todos os seres humanos se mantenham moralmente firmes diante de condições tão adversas e subumanas.

Acredito veementemente, portanto, que a questão da criminalidade tem suas raízes fincadas na miséria e que fechar os olhos a isso seria um imenso erro.


[Simon Fan]

domingo, 26 de outubro de 2008

"Fica claro que o problema da violência no Brasil não será solucionado com a adoção da pena de morte."

"Sem duvida a pena de morte é um tema polêmico. No Brasil, muitas são as pessoas que defendem a legalização dessa forma brutal de punir como alternativa para a diminuição da criminalidade. O que se pode observar, entretanto, é que, na pratica, esta forma de punição não resolve o problema.

Muitos são os fatores que levam grande parte da população brasileira a acreditar que a pena de morte deva ser adotada. Diante de um país no qual a violência aumenta dia após dia, onde se repetem as notícias de crimes que chegam a ser impiedosos em algumas ocasiões, sendo possível citar os casos da menina Isabela que foi morta pelo pai, ou mesmo de João Hélio que foi arrastado por um carro uma distancia maior que sete quilômetros no Rio de Janeiro, o brasileiro se encontra revoltado e indignado com a situação atual do país. Visando à justiça, parte dos cidadãos acredita que a adoção da pena de morte seja a solução para o grande problema que a violência representa no cenário do país. “Olho por olho, dente por dente”. Este é o ditado que embala o pensamento desta camada. O individuo seria punido fazendo jus ao crime que cometeu, servindo de exemplo para outros possíveis mal-feitores que poderiam vir a cometer o mesmo tipo de infração. Desse modo, além de exterminar, literalmente, um dos inúmeros problemas da sociedade, a pena de morte também serviria como uma forte ferramenta de repressão para outros criminosos, que por estarem com medo, deixariam de cometer infrações, além é claro, de ser uma alternativa rápida e barata.

Esta solução funciona perfeitamente na teoria, porém, o que ocorre na prática é exatamente o contrario do que se afirma pelos brasileiros que apóiam a instituição da pena de morte. Esta forma de punição é cruel e violenta, ferindo os direitos humanos já que muitas vezes são realizadas de forma a fazer o criminoso sofrer. Para a execução ja foram utilizados artifícios como a fogueira, o afogamento, a cadeira elétrica, a câmara de gás e o desmembramento. É importante lembrar que erros de julgamento não são raros, e nesse caso, um inocente seria morto, tornando impossível a reversão do quadro. Além disso, pesquisas realizadas em países em que vigora a pena de morte comprovam que ao invés de diminuir como o esperado, o índice de violência aumentou consideravelmente após a implementação deste tipo de castigo. A estatística pode ser explicada pelo fato de que dificilmente a policia consegue render uma quadrilha na sua totalidade. Sendo assim, a parte que continua solta sente-se obrigada a vingar a morte de seus companheiros que foram condenados, cometendo ainda mais crimes. Mal-feitores muitas vezes não tem o que perder; não tem família ou nada que os torne apegados à vida, por isso, a execução como forma de punição não os abala ou amedronta.

Portanto, fica claro que o problema da violência no Brasil não será solucionado com a adoção da pena de morte. Dessa forma, cabe apenas ao governo tomar uma atitude sábia no que diz respeito ao destino dos nossos criminosos. Políticas como a reeducação e o tratamento psicológico enquanto o infrator cumpre sua pena na cadeia, além do incentivo à entrada no mercado de trabalho, que pode ser promovido através de cursos técnicos de computação, oficinas de arte e palestras de ex-detentos que após cumprir a sua pena foram capazes de se reerguer e estruturar uma nova vida, seriam essenciais para se chegar mais perto da cura contra a violência. Tratam-se sem duvida de medidas que exigem maior renda e esforço, porém também é certo que os frutos que seriam recolhidos mais tarde representariam uma vitória que o dinheiro não pode comprar."


[Gabrise Nakano Fiordelisio]


Material de apoio(reportagem):
Menino de 6 anos morre arrastado por 7 kilômetros de ruas num assalto mal sucedido. [Veja]

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A política se tornou, literalmente, um jogo de azar.

"O estado degradante em que se encontra a política brasileira parece ter perdido o caráter problemático. A crise não é mais crise: é uma rotina. Virou um jogo, a famosa “caça ao culpado”. Uns dizem que foi político “X”, outros acusam político “Y”. Quem será que acertou? Uma disputa emocionante que costuma terminar com X e Y se declarando inocentes. E então, todos esquecem e vivem felizes para sempre, até a próxima partida. Talvez Y até seja reeleito, só para criar mais uma fofoquinha política e ser inocentado logo em seguida. E o mais interessante desse jogo é que ele não tem fim. Pelo menos aparenta não ter. Afinal, ninguém é culpado: somos 180 milhões de brasileiros inocentes vítimas do sistema. E a vida, é bela.

O pior é que há aqueles – muitos, aliás – que realmente acreditam que a vida, desse jeito, é bela. Afinal, “Há de ser otimista e ver o lado bom das coisas”, diriam. Porém, otimismo não é e não pode ser sinônimo de ignorância. Não se pode ignorar o pântano de corrupção – popularmente apelidado de “política brasileira” – em que o país vive atolado.

Percebe-se, então, que, se algo nao está certo, é porque há sim algum culpado. Volta-se ao jogo, acusam ao presidente por desviar as verbas, aos deputados por falsificar documentos, aos senadores por fazer vista grossa. E no calor da disputa por quem acerta mais culpados, esquecemos da parte de culpa que nos cabe como eleitores: o voto mal-feito.

É claro que a crise ética crônica existente no governo brasileiro é causada pela má índole de boa parte dos políticos no poder. Entretanto, é hipocrisia votar de qualquer jeito e depois exigir excelência de um governo mal eleito. É como preparar comida com ingredientes estragados e depois reclamar do gosto.

O povo brasileiro está constantemente insatisfeito com o governo e tem toda a razão. O problema é que essa insatisfação não se mostra na hora de votar. As eleições brasileiras para as câmaras legislativas são iguais a jogos de loteria: os eleitores escolhem cinco números aleatoriamente e pronto, voto feito. A política se tornou, literalmente, um jogo de azar. O candidato que tiver mais sorte, ganha: todo o país perde.

Talvez seja romântico demais dizer que o voto é a expressão máxima da democracia. Mas se o seu valor cívico-moral foi perdido, ao menos reconheçamos seu valor monetário: se os mais de R$ 900 bilhões arrecadados pela união em impostos anualmente fossem divididos entre os 130 milhões de eleitores brasileiros, tem-se que cada voto mal-feito significa exatos R$ 6923,00 desperdiçados. Dinheiro que não se deve jogar fora por preguiça de pesquisar sobre os candidatos, principalmente num país com tanta fome e miséria.

De um jeito ou de outro, de nada adianta dizer que são os políticos os culpados enquanto que somos nós quem os elegemos, o que é uma mostra clara do miserável valor que damos ao nosso próprio voto."


[Simon Fan]

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Mas, num país cuja política é motivo de piada, fica difícil ver o voto como um direito e não uma obrigação.

"Votar é, em teoria, exercer o direito de escolher quem vai nos governar pelos próximos quatro anos. Mas, num país cuja política é motivo de piada, fica difícil ver o voto como um direito e não uma obrigação. As opções nunca são satisfatórias e a tendência é se acomodar no pensamento de que pouco importa, qualquer um deles vai roubar, nenhum deles será diferente. Na minha opinião, é exatamente essa falta de esperança generalizada na política brasileira que impede mudanças: a partir do momento em que passamos a votar sem convicção, o voto perde seu valor. Qual é a melhor saída, então, se nenhuma das opções é a ideal? Escolher o candidato menos pior? A longo prazo, entretanto, isso se torna insustentável: não há progresso. É preciso criar opções novas, consertar o que não está funcionando, e a única maneira de fazer isso é se unindo e pedindo por mudanças. É por isso que, enquanto os brasileiros não se derem conta de que a possibilidade de um país melhor está em nossas mãos, o Brasil continuará sendo sua versão menos pior."

[Júlia Kono]

Votar é decidir o futuro do país e mostrar suas expectativas para ele.

"Qual o valor do voto? O que faz com que ele seja tão importante para um país? O voto tem papel fundamental no rumo que nosso país toma. Através dele podemos exercer nossa cidadania e lutar por nossos direitos, além de podermos eleger o candidato que acreditamos ser o melhor para comandar o país.

O voto consciente, portanto, é a maior contribuição que podemos dar para o crescimento do país e para decidir que rumo ele vai tomar. Isso porque se você escolher um candidato que não luta pelos seus objetivos, estará escolhendo alguém que não te representa.

Se você não escolhe bem seus candidatos, não está mostrando o quê você quer para o país e, assim, não estará lutando para que o país mude. Não se pode reclamar sem tentar mudar o que esta ocorrendo e o melhor jeito de fazê-lo é através do voto. Votar é decidir o futuro do país e mostrar suas expectativas para ele."


[Natasha Rosset]

Eu vejo o voto como um espelho.

"Antes de mais nada, quero ressaltar que isso aqui é só a minha opinião. Pode ser polêmica, para alguns e outros, mas eu não quero convencer ninguém.

Eu vejo o voto como um espelho.

Acho que a pessoa mais adequada para receber um voto meu sou eu mesmo. Eu sou a única pessoa com quem concordo completamente. Mas como eu sou só um eleitor, tenho que votar naquele candidato que mais se parece comigo. Ou seja, o meu voto reflete aquilo que eu sou na sociedade, daí, o espelho.

Agora, sabendo que eu acho isso, pensa na política de hoje. Sinceramente, eu não tenho nada a ver com esses candidatos. Então, eu só tenho uma opção: o nulo. Quando eu falo isso, todo mundo critica, falando que eu não dou valor para o meu voto. Muito pelo contrario. Votar no candidato “menos pior” significa se rebaixar a um nível medíocre. O nulo, porém, mantém a dignidade do meu voto. Na verdade, o nulo é a supervalorização do voto, já que ao votar nulo, eu quero dizer que ninguém atualmente merece o meu voto. Eu acredito que a valorização do voto é o único jeito de subir o nível dos políticos em geral e sair de um estado medíocre pra alguma coisa melhor. Aí sim eu voto em alguma pessoa."

[Fábio Gonçalves Rizzi]

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Precisa-se de Brasileiros

O maior problema do Brasil é a falta de Brasileiros. Somos uma nação composta por 180 milhões de brasi-estrangeiros. Quando se trata de cumprir nossa função como cidadãos, estamos de férias permanentes. Desmerecemos o título de “Brasileiro” ao roubar e deixar roubar o dinheiro público, ao desrespeitar e ferir uns aos outros, ao poluir as ruas pichando ou jogando papéis de bala. Nos falta paixão e boa vontade de melhorar o Brasil e é essa carência que queima nossas florestas, rouba nossas riquezas e corroe nosso orgulho em hastear a bandeira verde-amarela. É preciso que aprendamos a amar nosso próprio país, pois somos os únicos do mundo que tem a capacitação necessária para assumir o cargo de Brasileiro Profissional.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Liquidação

Assim como televisores, geladeiras e ursinhos de pelúcia, a verdade e a justiça estão à venda. Os valores pelos quais muitos morreriam defendendo, hoje em dia estão sendo vendidos a preços promocionais no mercado negro político. Há uma espécie de “capitalismo moral”, em que a verdade e a justiça – que, teoricamente, são direitos públicos – passam a ser bens privados: são compradas, revendidas, desvalorizadas, entregues via correios e escondidas à sete chaves para que ninguém nunca as encontre. É um sistema que nos engana, rouba e estampa em nossas testas a palavra “idiota”. Tudo em benefício de alguns muitos criminosos. E, enquanto a ética e a moral são literalmente liquidadas pela política brasileira – mais conhecida pelo nome “corrupção” –, nos aconselham a “relaxar e gozar”. Realmente, são as palavras mais sábias que se pode esperar ouvir de um governo que “não sabe de nada”.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Inteligência.

Do latim, inter (entre) e legere (escolher), a palavra inteligência denomina a capacidade de escolher o melhor através do uso da razão. Logo, definir o ser humano como um ser “inteligente” implica que este pensa nas escolhas que faz. Essa capacidade única é o que diferencia o homem dos animais irracionais, os quais nem pensam, nem escolhem: apenas reagem a instintos. No entando, é notável como essa diferença muitas vezes parece não mais existir.

Todo animal nasce num mundo preexistente com regras e leis naturais pré-determinadas. Nesse mundo, o animal aprende a avaliar dados do contexto, associá-los e escolher a melhor resposta à situação baseando-se em dados que já estão em sua base de conhecimento, como faria um sistema lógico de computador. Até aí, animais e humanos são iguais. O ser humano nasce numa sociedade e cultura preexistentes com regras e condutas pré-determinadas. O humano assimila essas regras e as aplica em sua vida, utilizando-se do mesmo tipo de sistema lógico que computadores e animais.

Portanto, nota-se que, assim como as atitudes dos animais resultam das reações já determinadas por um sistema lógico que lhes foi imposto pela natureza, as ações humanas também são regidas por reações baseadas em um sistema lógico que lhes foi imposto, neste caso, pela sua própria sociedade e cultura.

A diferença é que o ser humano tem a capacidade – da qual nem sempre usufrui - de questionar a sua sociedade e cultura e, assim, mudá-las. O homem difere dos outros animais a partir do ponto em que ele consegue transformar a realidade em que nasceu e mudar as leis e regras que regem seu próprio comportamento e raciocínio lógico.

No entanto, ao deixar de questionar-se quanto às suas atitudes e alienar-se do mundo, o ser humano iguala-se a computadores e animais irracionais. Ele passa a apenas reagir - não mais pensar - às circunstâncias que lhe são impostas, de maneira a ignorar a habilidade que o torna tão especial: a inteligência. Assim, o homem passa da posição de quem entende e molda a realidade à posição de quem é moldado por ela, tendo suas atitudes regidas por uma cultura que não entende e nem faz questão de entender.

Num mundo em que as atitudes humanas trazem tantos problemas – sejam eles ambientais, sociais, econômicos, etc. -, é imprescindível que o homem pare de ignorar sua inteligência e passe a questionar-se quanto ao seu comportamento causador de tantos males. É preciso, mais do que nunca, abrir os olhos em busca de novos pontos de vista, a fim de sempre escolher o melhor, tanto para a humanidade, quanto para o meio ambiente.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Opine!

'Opinião' é um espaço aberto a todos aqueles que se disponham a compartilhar idéias e pontos de vistas diferentes sobre temas relevantes a sociedade e ao mundo contemporâneos.
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